Matéria que não acaba mais: o que fazer na preparação para o ITA?

M

Você precisa aprender tudo o que seu professor do cursinho preparatório para o ITA ensina?

Tenho falado que o principal na preparação para o ITA é resolver questões do ITA. Isso vale para qualquer prova ou vestibular. Porém, quando você faz um cursinho ou estuda em um colégio preparatório os conteúdos abordados são mais extensos que os que caem na prova. Neste post vou falar sobre o que fazer nesses casos, considerando que você é um aluno normal e não um super gênio.

Vamos começar falando sobre a estratégia de ensino de muitos cursinhos. Os cursinhos querem que você passe, não necessariamente de primeira, mas com certeza querem que você passe, por isso eles precisam ensinar toda a matéria que cai no ITA e no IME e mais um pouco. Ora, por que mais um pouco? Porque ensinando 1,5X acreditam que uma boa parte da turma vai aprender pelo menos X. Isso muitas vezes dá certo.
Aprender esses 1,5 X e ainda fazer muito treino (muitas questões e provas) vai deixar você preparado de forma ótima para o ITA. Porém, o tempo necessário para aprender tudo isso é considerável. No esforço de aprender tudo e treinar ao mesmo tempo muitos alunos acabam precisando de 1 ano e meio ou 2 anos, ou mais! Não há nada de errado em passar mais tempo, não existe preparação perfeita.
O problema se intensifica quando focamos em aprender matéria nova a todo momento e deixamos de treinar e revisar os conteúdos já estudados.
Reflita se no fim do ano você lembra bem dos conteúdos estudados em janeiro ou fevereiro! Por isso defendo uma metodologia alternativa, falo de um sistema que funcionou pra mim e pra vários amigos de turma.
A ideia seria deixar os livros super avançados para estudar apenas assuntos específicos (que o ITA cobra de vez em quando),  e na maior parte do tempo se preparar com livros normais de ensino médio, como os seguintes:
  • Química: Coleção da Martha Reis ou Feltre 1 e 2 principalmente
  • Matemática: fundamentos da matemática do Iezzi.
  • Física: física clássica, Caio Sérgio calçada e José Luiz Sampaio.
  • Conciliar com o estudo a resolução de provas antigas.
  • Nas disciplinas português, inglês e redação faça provas antigas, não só do ITA, também da fuvest, Unesp, Unicamp.
É claro que se os livros do seu colégio ou cursinho forem coerentes com a prova do ITA e tiverem uma boa didática serão igualmente válidos, só estou chamando atenção para livros com muitos conteúdos de olimpíada ou que caem exclusivamente no IME quando na verdade você quer ITA.
Vou dar um exemplo, digamos que seu professor está no tópico geometria plana, falando de nomes como Apolônio, Menelaus… Você olha o livro e tem milhares de exercícios, um mais difícil que o outro. Digamos que você precise de 2 semanas para fazer tudo, ou não consiga fazer tudo nem em um mês. Nessas horas é bom lembrar que na prova também vai cair operações com matrizes,  números complexos, trigonometria, sem contar as outras matérias (inclusive redação, você está treinando?), será que vai dar tempo de fazer as listas desses assuntos também? Inclusive o treino em alta velocidade? Eu aposto que muita gente vai responder não. Além de muitas vezes não dar tempo,  esse método “all in” de estudo dá um desestímulo, às vezes até um desespero.

E se estiver acompanhando bem o material e as aulas do cursinho?

Primeiro analise se o que estou falando se aplica no seu caso, talvez você consiga fazer todas as listas com facilidade, confia que seus professores só ensinam efetivamente conteúdos previstos no edital e ainda tem tempo de sobra pra treinar.
Por outro lado, se você não se inclui nesse grupo, não está conseguindo acompanhar tão bem o curso principal, se seu objetivo é ter o nome na lista dos aprovados, então estudar TUDO não é necessário. Quem estuda muito bem o essencial passa. Agora você poderia perguntar:

Como saber o que é essencial?

Encontrando um padrão do que cai todo ano nas provas, e depois do que cai quase todo ano. As questões frequentes precisam ser feitas praticamente de cabeça. Em seguida, você vai ver as questões de menor frequência cobradas nos últimos 10 anos, aprenda a resolvê-las. Salve os pdfs das resoluções e aprenda os métodos de resolução. Vai ser fácil? Não, mas vai ser (muito) mais fácil que estudar todo o conteúdo que os cursinho passam.
Para finalizar, preciso falar que o mais importante de tudo é o autoconhecimento, se seu método de estudo está dando certo você não precisa mudá-lo, a gente não pode mexer muito em time que está ganhando.
O que você acha dessa forma de estudar?
Fala pra gente nos comentários e vamos trocar uma ideia, assim a gente consegue fazer posts específicos respondendo dúvidas.
Um abraço.
Susane.

Sobre o autor

Susane Ribeiro

Eng. Aeronáutica do ITA. Turma 2009.

Sobre mim

Your sidebar area is currently empty. Hurry up and add some widgets.